O CAPITAL POLÍTICO E A INCAPACIDADE DE GOVERNAR
Analisar o fenômeno Bolsonaro e a confusão de seu governo, até agora, parece-me ser uma questão de equacionar o capital político que ele conseguiu durante a campanha e seu total despreparo para o cargo que ocupa. O primeiro é fruto de uma série de fatores que fizeram que um inoperante deputado federal pudesse ocupar espaço relevante na mídia brasileira em questão de meses. Podemos citar as mídias, as redes e até as fakenews como propulsoras de sua campanha, mas é inegável que seu nome ganha destaque pela lacuna deixada pelo anti petismo. Era necessária uma figura para ocupar o espaço e ela não devia ser de esquerda, por motivos óbvios. Acontece que por outro lado a demanda por segurança num país em crise institucional passou a colocar na figura do capitão reformado uma silhueta de que ele poderia "resolver isso aí". Como sempre os eleitores votam naquilo que vêem sem saber se é disto mesmo que precisam. Mas o fato (muitos negam) é que ele acumulou um capital político durante a campanha. Acrescente-se o episódio da facada. O fator emotivo já decidiu algumas eleições! Eleito comprova o que os analistas já preconizavam - o despreparo. E este tem sido seu grande opositor. O governo contra o governo! A família governamental contra o governo! E o significativo capital político começa a desmoronar, a se desfazer. Dizem que o governo tem sido seu principal opositor. E agora no momento em que o Brasil necessita de reformas importantes, sua inabilidade tem jogado contra, tanto que o vemos, cada vez mais, se afastar da liderança do projeto de reforma da previdência e o coloca no colo de Maia. Parece que nosso presidente começa a perceber que governar um país é mais difícil que apontar os dedos e fazer "arminha"

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